“Eu
não quero ser uma árvore, uma flor, uma onda ou uma nuvem. No corpo de um
bailarino devemos, como espectadores, tomar consciência de nós mesmos. Não
devemos procurar uma imitação das ações cotidianas, dos fenômenos da natureza
ou de criaturas exóticas de outro planeta, mas sim alguma coisa deste milagre
que é o ser humano motivado, disciplinado e concentrado. A vida, contrariamente
à puritana, é uma aventura, uma forma de expansão do homem que exige extrema
sensibilidade para ser realizada com graça, com dignidade e com eficácia… O
corpo e alma estão implicados de forma indivisível nesta experiência da vida, e
a arte pode ser vivida por um ser total. Só uma sensibilidade apurada e
exaltada realiza esta concentração no instante que é a verdadeira vida.”

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